terça-feira, 7 de outubro de 2014

“Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que em ti se achou iniqüidade. Pela abundância do teu comércio o teu coração se encheu de violência, e pecaste; pelo que te lancei, profanado, fora do monte de Deus, e o querubim da guarda te expulsou do meio das pedras afogueadas. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei; diante dos reis te pus, para que te contemplem. Pela multidão das tuas iniqüidades, na injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu a ti, e te tornei em cinza sobre a terra, à vista de todos os que te contemplavam.” (Ezequiel 28:15 e 11. A maldade (iniqüidade, v.15) é a semente diabólica de onde todo o mal se origina. Esta é transmitida ao homem desde seu nascimento e irá impregnar o coração de pensamentos e intenções que se opõem à justiça, a verdade, ao amor e a tudo o que Deus é. A iniqüidade (v.1 é a soma de todos estes pensamentos torcidos ou a soma da maldade do homem.2. A iniqüidade impregna o espírito do ser humano no instante em que o embrião é concebido. É neste momento que toda esta informação da herança espiritual da maldade se estabelece nele.3. A iniqüidade é um cordão espiritual torcido, e para defini-la, de alguma maneira, é onde vão sendo gravados todos os pecados do homem e o que será sua herança nas gerações seguintes. É onde fica gravado todo o legado torcido e pecaminoso que um homem entregará a seus filhos. Estes, por sua vez, torcê-lo-ão ainda mais com seus próprios pecados e entregá-lo-ão como uma mensagem de maldição à geração subseqüente.O pecado de Judá está escrito com estilete de ferro, gravado com ponta de diamantes nas tábuas dos seus corações e nas pontas dos seus altares. (Jeremias 17.1)4. A iniqüidade é o que a Bíblia chama de corpo do pecado.O corpo do pecado se origina no espírito e invade a alma e o corpo físico, como um lodo que suja tudo. Muitas pessoas se chamam cristãs, mas o que crêem é filosofia, ética e doutrinas acerca da verdade ou alguns fenômenos sobrenaturais. Crer assim não produz um novo nascimento, nem concede às pessoas um espírito novo. Quando se crê tão somente com a mente, podemos saber a Bíblia de memória ou recitar “o credo” e nenhuma destas coisas leva ao novo nascimento. O coração é o órgão de nossa alma que se encontra intimamente ligado ao nosso espírito e, somente através dele, é que podemos nos arrepender para uma mudança radical de vida.5. É necessário deixar a antiga maneira pecaminosa de viverO apóstolo João escreve o que estamos afirmando, insistindo que esse caminhar em iniqüidade e um terrível engano. Recordemos que a iniqüidade e a justiça se opõem radicalmente e se tivesse que coexistir durante toda a vida em um suposto crente, este se encontraria em um lamentável e terrível estado de juízo durante toda a sua existência. Isto é porque a justiça inevitavelmente julga a iniqüidade.E bem sabeis que ele se manifestou para tirar o nosso pecado; e nele não há pecado.Qualquer que permanece nele não peca (não vive na prática do pecado);Qualquer que peca não o viu nem o conheceu. Filhinhos, ninguém vos engane.Quem pratica justiça é justo, assim como ele é justo. Quem comete o pecado é do diabo;Porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifesta:Para desfazer as obras do diabo. Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado;Porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo.Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus. I João 3.5-106. A iniqüidade e o assolamento de cidades1. A iniqüidade não afeta somente a vida de uma pessoa, mas também vai se constituir no fundamento de maldição e destruição de cidades. Desde que o homem caiu em pecado, e a iniqüidade passou a formar parte de seu ser, a terra absorveu esta semente de maldade ficando maldita desde então.2. Ao homem disse: Porque deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. Gêneses 3.173. A partir daquele momento, a criação toda geme para ver a manifestação gloriosa dos filhos de Deus (cf.Rom.8.19-21). O Senhor nos deu a terra e ainda que tenhamos perdido o senhorio dela, é nossa responsabilidade declarar sua redenção através do sacrifício que Jesus fez por nós. Embora tenhamos sido maldição para a terra, também podemos ser bênçãos e comer dela com paz e gozo.4. A iniqüidade não somente penetrou na terra, no momento da queda, mas a nossa própria iniqüidade traz sobre ela toda forma de mal.Falais deveras o que e justo, ó poderoso? Julgais retamente, filhos dos homens?Não, antes no coração forjais iniqüidades; sobre a terra fazeis pesar a violência das vossas mãos. Salmos 58.1,25. Cidades inteiras (inclusive nações) são fundadas através de consagrações territoriais a deuses pagãos, desenhos maçônicos, geometria mágica, e horrendos sacrifícios e derramamentos de sangue. Tudo isto repercute no desenvolvimento de uma cidade e é necessário redimir os fundamentos desta.6. Por isso é necessário que os justos façam justiça, e que suas orações e suas obras curem as cidades.Mas se confessarem a sua iniqüidade, e a iniqüidade de seus pais, sua infidelidades contra mim, e suas hostilidades diante de mim, por causa das quais fui contrário a eles, e os conduzi à terra dos seus inimigos, então, se o seu coração incircunciso se humilhar, e tomarem por bem o castigo da sua iniqüidade, lembrar-me-ei da minha aliança com Jacó. E da minha aliança com Isaque e da minha aliança com Abraão, e da terra me lembrarei. Levítico 26.40-427. A iniqüidade e as maldições7. Tanto as bênçãos como as maldições são leis espirituais que estão buscando onde se instalar. São como um pássaro voando que está procurando onde pousar para fazer seu ninho a fim de se estabelecer e cumprir seus propósitos.Como o pássaro no seu vaguear, como a andorinha no seu vôo, assim a maldição sem causa não encontra pouso. Provérbios 26.28. Em muitas ocasiões, encontro-me com pessoas que havendo lido livros ou escutado ensinos sobre maldições, revogam-nas e cancelam-nas de suas vidas, mas com o tempo estas retornam sobre elas. A razão disto é que, pelo poder do Espírito, conseguiram afasta-las, por um tempo, contudo nunca desarraigaram a sua causa, que é iniqüidade. A maldição ficou flutuando, buscando outra vez onde se instalar. Ao ver de novo a iniqüidade na pessoa, volta se prender a ela.8. O que é uma maldição? Eu gosto da definição dada pelo Apóstolo John Eckhardt em seu livro: Identificando e Rompendo Maldições: “Uma maldição é a recompensa dada por Deus sobre uma pessoa e sua descendência como resultado de sua iniqüidade”, conforme está no livro de Lamentações 3.64-66:Tu lhes darás a recompensa, ó Senhor, conforme a obra das suas mãos. Põe um véu sobre o seu coração, seja a maldição sobre eles. Persegue-os na tua ira, e destrói-os debaixo dos céus do Senhor.9. As maldições podem ser identificadas através de vários sintomas recorrentes e provêm de raízes específicas de iniqüidade.10. Problemas financeiros crônicos, pobreza e miséria, terra que não produz fruto, negócios que se secam sem razão aparente:Causa: Roubo, fraude, bruxaria ou feitiçaria, idolatria, confiar no homem em lugar de Deus, roubar a Deus nos dízimos e ofertas. Malaquias 3.8,9. Jurar falsamente em nome de Deus. Zacarias 5.4;Quando uma pessoa identifica que será sob maldição, a primeira coisa que tem a fazer é situar a causa. Esta pode se encontrar na própria pessoa ou em sua linha geracional. Comumente está em ambas.Às vezes, necessitamos que o Espírito Santo nos revele acontecimentos do passado, como o caso que narrei acerca de meu avô no tópico: “A iniquidade, a ruína e a escassez financeira”.Depois, será necessário se arrepender da iniqüidade e, então, desarraigá-la do espírito. Uma vez feito isto terá que se revogar e cancelar as maldições, rompendo seu poder sobre a sua vida.Por fim, concluir, proclamando a vitória de Jesus na cruz, onde Ele Se fez maldição para nos libertar.Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, pois está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro. Ele nos resgatou para que a benção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebêssemos a promessa do Espírito. Gálatas 3.13 e 1411. É necessário fazer listas detalhadas e exaustivas. Isso não é um requisito para nossa salvação, mas o é para a remoção de obstáculos À nossa liberdade total e bênção completa.12. Uma vez pedindo perdão, de maneira específica, por tudo o que identificamos, arrependidos e conscientes das implicações no reino espiritual; então, temos de ordenar que seja extinta toda iniqüidade de nosso espírito e de nossa alma. Em seguida, temos de ordenar que a substância física a qual produziu a iniqüidade e que foi alojada em nossos ossos e órgãos, saia.13. Esta oração pode ser semelhante a que sugiro a seguir: “Senhor, peço-Te perdão por minha iniqüidade e pela iniqüidade de todos meus antecessores. Pecamos conta Ti, mas hoje eu me arrependo por toda minha linhagem geracional porque cometemos tal e tal pecado. Peço-Te que nos perdoes e nos limpes. Purga do meu espírito, de minha alma e de meu corpo toda esta iniqüidade (ler Daniel 9.3-8; Neemias 1.4-6; I Jô. 1.9,10 e Salmos 51.2).Agora, ordeno que saia toda iniqüidade contida e abrigada em meus ossos e de minhas entranhas em Nome de Jesus!”14. Faça isto até que haja a manifestação da saída das iniqüidades. Às vezes, são necessárias horas ou um dia inteiro para que saia tudo. É possível que você experimente um pouco de fadiga. É totalmente normal, rapidamente se recuperará. Uma vez feito isso, proceda ao cancelamento das maldições que se juntaram à iniqüidade em sua vida.Agora, você está pronto para que a Justiça de Deus se estabeleça sobre sua vida e com ela todas as bênçãos de Deus.

domingo, 5 de outubro de 2014

Pergunta: "Como deve um cristão lidar com a política?" Resposta: Se existe alguma coisa que vai desencadear um debate espontâneo, ou talvez uma verdadeira briga, é uma discussão que envolve política – até mesmo entre os cristãos. Como seguidores de Cristo, quais devem ser a nossa atitude e envolvimento com a política? Tem sido dito que "religião e política não se misturam" – será que isso é realmente verdade? Podemos ter opiniões políticas fora das considerações da nossa fé cristã? A resposta é não, não podemos. A Bíblia nos dá duas verdades sobre a nossa postura em relação à política e governo. A primeira verdade é que a vontade de Deus permeia e suplanta todos os aspectos da vida. A vontade de Deus é o que tem precedência sobre tudo e todos (Mateus 6:33). Os planos e propósitos de Deus são fixos, e a Sua vontade é inviolável. Ele realizará a Sua vontade, a qual nenhum governo pode contrariar (Daniel 4:34-35). Na verdade, é Deus quem "remove reis e estabelece reis" (Daniel 2:21) porque o "Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens; e o dá a quem quer" (Daniel 4:17). Um entendimento claro desta verdade vai nos ajudar a ver que a política é apenas um método que Deus usa para realizar a Sua vontade. Apesar de homens maus abusarem do seu poder político por terem uma intenção perversa, Deus o usa para o bem, trabalhando "para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Romanos 8:28). Segundo, devemos compreender o fato de que o nosso governo não pode nos salvar! Só Deus pode. Nunca lemos no Novo Testamento sobre Jesus ou qualquer um dos apóstolos gastando qualquer tempo ou energia em ensinar os crentes a reformar o mundo pagão de suas práticas idólatras, imorais e corruptas através do governo. Os apóstolos nunca convidaram os crentes a demonstrar desobediência civil e protestar contra as leis injustas ou esquemas brutais do Império Romano. Em vez disso, os apóstolos ordenaram os cristãos do primeiro século, assim como nós hoje, a proclamar o evangelho e viver vidas que dão evidência clara do poder transformador do Evangelho. Não há dúvida de que a nossa responsabilidade ao governo é obedecer às leis e ser bons cidadãos (Romanos 13:1-2). Deus estabeleceu toda a autoridade e Ele faz isso para o nosso benefício, "para louvor dos que praticam o bem" (1 Pedro 2:13-15). Paulo nos diz em Romanos 13:1-8 que é responsabilidade do governo exercer autoridade sobre nós - espero que para o nosso bem - coletar impostos e manter a paz. Onde temos uma voz e podemos eleger nossos líderes, devemos exercer esse direito através do voto para aqueles cujos pontos de vista mais se parecem com os nossos. Um dos mais grandiosos enganos de Satanás é que podemos descansar a nossa esperança por moralidade cultural e vida piedosa em políticos e funcionários governamentais. A esperança por mudança de uma nação não se encontra nos líderes de qualquer país dominante. A igreja tem feito um erro se pensa que é o dever dos políticos defender, avançar e proteger as verdades bíblicas e valores cristãos. O propósito original da igreja, dado por Deus, não se encontra em ativismo político. Em nenhum lugar na Bíblia temos o comando de gastar nossa energia, nosso tempo ou nosso dinheiro em assuntos governamentais. A nossa missão não reside na mudança da nação através de uma reforma política, mas na mudança de coração através da Palavra de Deus. Quando os crentes acham que o crescimento e a influência de Cristo podem de alguma forma se aliar com a política do governo, eles corrompem a missão da igreja. O nosso mandato cristão é espalhar o evangelho de Cristo e pregar contra os pecados do nosso tempo. Só à medida que os corações dos indivíduos em uma cultura são alterados por Cristo é que a cultura começa a refletir essa mudança. Os crentes de todas as épocas têm vivido, e até florescido, sob governos antagônicos, repressivos e pagãos. Isso era especialmente verdadeiro sobre os crentes do primeiro século que, sob regimes políticos impiedosos, sustentaram a sua fé sob imenso estresse cultural. Entendiam que eles, e não os governos, eram a luz do mundo e sal da terra. Aderiram ao ensinamento de Paulo de obedecer aos seus governantes, até mesmo honrar, respeitar e orar por eles (Romanos 13:1-8). Mais importante, entenderam que, como crentes, a sua esperança residia na proteção que apenas Deus fornece. O mesmo vale para nós hoje. Quando seguimos os ensinamentos das Escrituras, nós nos tornamos a luz do mundo, como Deus planejou que fôssemos (Mateus 5:16). As entidades políticas não são o salvador do mundo. A salvação de toda a humanidade tem sido manifestada em Jesus Cristo. Deus sabia que o nosso mundo precisava de salvação muitos antes de qualquer governo nacional ter sido fundado. Ele mostrou ao mundo que a redenção não poderia ser realizada através do poder do homem, sua força econômica, sua força militar ou a sua política. A paz de espírito, contentamento, esperança e alegria - e a salvação da humanidade - são realizados somente através da Sua obra de fé, amor e graça.

sábado, 4 de outubro de 2014

Alguma vez você já se sentiu como se tivesse perdido o caminho? Estava indo muito bem, mas de repente, não sabia que direção seguir? De vez em quando enfrentamos circunstâncias em que o nosso senso de direção espiritual parece confuso. Mas, felizmente Hebreus 12:1-3 nós fornece uma direção clara para seguir adiante depois de haver dado passos em falso. Em primeiro lugar, “nos livrar de todo peso”, em outras palavras, é preciso remover qualquer coisa de nossa vida cujo peso nos impede de seguir como: culpa, medo, vergonha, remorso. Em segundo lugar, também nos livra “do pecado que tenazmente nos assedia”. Já se sentiu completamente impotente por causa do pecado? Quando não vigiamos, o pecado cresce como uma planta silvestre. O pecado pode começar pequeno como algo insignificante, mas que pode destruir se não for arrancado desde a sua raiz quando começa a crescer. Terceiro, “corramos com perseverança a carreira que nos foi proposta”. Isso significa que devemos manter o foco, e se tropeçamos em alguma coisa ou caímos, devemos levantar novamente e seguir em frente com a determinação de um atleta olímpico. Vamos para frente com os olhos postos no objetivo, apesar dos obstáculos e das distrações. Mas quando nos sentimos perdidos, podemos ter certeza de que Deus tem a direção correta para nossa vida, Ele sabe onde estivemos, onde estamos e para onde vamos. Um caminho foi colocado diante de nós, e o Senhor Jesus nos acompanha até a linha de chegada.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes de vida.” Provérbios 4.23 Gosto desse versículo, alias, gosto de falar das coisas que dizem respeito ao coração. A Bíblia refere-se ao coração de forma muito clara, mostra-o como o âmago do nosso ser. Nossos atos vêm sempre do coração, é o que determina as atitudes e o comportamento. Sim, e é do nosso coração que procedem fontes do bem e do mal. Confira:“O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração.” Lucas 6.45 O coração humano é o órgão que necessita de cuidados especiais. Ele é o responsável pelo percurso do sangue bombeado através de todo o organismo. Deus atribui grande valor ao nosso coração, tanto que nos instrui a GUARDA-LO! Ele orienta que acima de todas as coisas que se devem guardar, devemos guardar o nosso coração.E, só guardamos aquilo que é valioso, não é mesmo? O significado de GUARDAR é defender; olhar; velar por; acautelar; conservar; reservar; observar; livrar; evitar a. Assim, guardar o coração é mantê-lo sob constante cuidado e observação! O coração é enganoso, traiçoeiro e frágil, precisamos manter constantemente a nossa atenção voltada para ele. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” Jeremias 17: 9 Guardar o coração de que? De um mundo que tem perdido seus fundamentos, que jaz o maligno! Guardar o coração da maldade, do ressentimento, avareza, mágoa, tristeza, depressão, ilusão, ira, inveja, impureza, da fofoca, da idolatria, do engano, da soberba, da ganância, da ofensa, das palavras torpes, da imoralidade. Ah…eu poderia citar uma infinidade de coisas das quais devemos proteger os nossos corações, e resumindo… Devemos guardar o coração de tudo aquilo que desagrada ao coração de DEUS! A Bíblia diz que nosso coração é cego (2co4.4), duro (Ez11.19;36.26), morto (Ef2:1,5) e incapaz de submeter-se à Lei de Deus (Rm8:7,8). Somos por natureza tendenciosos para o mal; porém, quando aceitamos a Jesus como nosso único Senhor e Salvador, ELE faz um transplante em nossas vidas. Exatamente! Ele nos dá um novo coração. Senão vejamos: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.” — Ezequiel 36:26. Nesse quadrante, quando o coração foi purificado, é dever nosso, como cristãos guardá-lo sem mancha. Noé manteve seu coração guardado no altar de Deus porque ELE andava com DEUS. Ele conhecia a Deus na intimidade, Ele ouvia constantemente a voz de DEUS e obedecia, pois seu coração estava bem guardado. Andar com Deus é muito mais que simplesmente freqüentar uma igreja, prestar culto,fazer boas ações, cantarolar louvores. Da mesma forma que ter um violão em casa não faz de você um violonista, ir à igreja não faz de você um cristão. Sabe…fico triste ao ver que tem muitos cristãos abrindo o coração para as coisas passageiras desse mundo, e assim, pisando em territórios onde DEUS NÃO ESTÁ PRESENTE! Pensam que se “desviar” um pouco dos passos de JESUS não fará mal. É nesse engano que mora o perigo! A misericórdia de Deus se estende para sempre aos que O TEMEM e não para os que BUSCAM uma oportunidade e uma justificativa para pecar! Só é possível manter o coração em total proteção, guardado das contaminações desse mundo e de nossa própria natureza pecaminosa andando dia a dia com Deus, abrindo nosso coração a Jesus e observando o nosso caminho segundo a Palavra de Deus. Aqueles que guardam seu coração verão a Glória do Coração de Deus! Para estar com o coração seguro é necessário fazer do Esconderijo do Altíssimo a nossa morada! Não existe lugar seguro fora da presença de Deus! Não busque orientação em seus sentimentos e sim nas verdades da Escrituras, só assim, somos capacitados a manter o nosso coração bem guardado. A guarda diligente do coração é essencial para o nosso crescimento na graça de nosso Senhor Jesus. Proverbios 4 20 Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido. 21 Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no íntimo do teu coração. 22 Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo. 23 Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida. Nesse processo de guardar o coração precisamos ser insistentes na oração, incansáveis nas súplicas e persistentes na tribulação. Isso será paz e alegria para a nossa vida!
“…Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para que os pecados sejam perdoados, e vocês receberão de Deus o Espírito Santo”(Atos 2. 38). Introdução O batismo em águas é um ato de obediência e submissão ao Senhorio de Cristo e um testemunho público de nossa fé cristã. O batismo é um assunto de extrema importância para a igreja e especialmente para os novos convertidos. Neste estudo você irá reconhecer a importância do batismo em águas para a comunhão da igreja, a simbologia do batismo em águas, conforme exposição do Novo Testamento e compreender pela Palavra de Deus que o batismo em águas não é um cerimonial facultativo, opcional, mas sim uma doutrina ordenada pelo Senhor Jesus. DESCOBRINDO A VERDADE I. O QUE É O BATISMO EM ÁGUAS? A palavra vem do grego e significa “mergulho”, “submersão”. O batismo é a primeira ordenança de Jesus; é através dele que o novo convertido passa a fazer parte de uma igreja local. O batismo significa morrer para o pecado e ressuscitar para uma nova vida em Cristo, disposição de viver de acordo com a vontade de Deus e identificação com o povo da aliança de Deus. 1. O batismo é símbolo da morte do crente para o mundo de pecado. \”Pois sabemos que o nosso antigo ego foi crucificado com Ele, afim de que o corpo do pecado pudesse ser aniquilado para que não mais fôssemos escravos do pecado — porque qualquer pessoa que morreu já foi liberta do pecado \” (Rm 6:6.7). O poder do pecado sobre nós foi destruído na cruz, nosso “velho homem”, morreu definitivamente, portanto estamos livres de sua tendência iníqua. A partir do momento em que entregamos nossas vidas nas mãos de Cristo, aceitando a Ele como nosso salvador temos nossas vidas transformadas pelo poder do evangelho. O “corpo do pecado” é nossa natureza, herdada de Adão, que ama o pecado. Embora muitas vezes cooperemos voluntariamente com essa natureza, não somos nós, mas o pecado é que é mau. Mas esse poder que operava em nossa vida foi derrotado. A diferença é que antes de sermos salvos, éramos escravos de nossa natureza pecaminosa. Mas desde que escolhemos viver para Cristo somos livres (ver Gálatas 2.20). 2. O batismo identifica o crente com Cristo: em sua morte, sepultamento e ressurreição. \’Ou vocês não sabem que todos nós, os que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados em Sua morte? Fomos, portanto, sepultados com Ele através do batismo na morte\’\’ (Rm 6:3.4). O batismo é o símbolo do sepultamento e ressurreição com Cristo; mas é mais do que isso. Quando acompanhado de fé verdadeira, o batismo tem haver com a nossa rejeição do pecado e dedicação a Cristo, o que resulta num fluxo contínuo de graça e de vida divina sobre nós. O batismo significa identificação com Cristo na sua morte e sepultamento, a fim de vivermos mediante a sua vida ressurreta. Tão certamente como Cristo ressuscitou dentre os mortos, nós, que temos a verdadeira fé salvífica nEle, andaremos em novidade de vida.’ COMPREENDENDO A VERDADE II. QUAL A NESSECIDADE DO BATISMO? 1. O batismo é uma ordenança de Nosso Senhor Jesus Cristo. \”Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28. 19). Aqui descobrimos que o batismo é um mandamento do Senhor Jesus, o batismo é uma etapa importante na vida daqueles que entregam suas vidas a Jesus. Porem sem fé, o batismo não garante que a pessoa irá para o céu. Aqueles que se recusam a aceitar Jesus como seu salvador serão condenados tenham sido batizados ou não. Todo crente fiel terá prazer em cumprir esse mandamento. 2. Cristo nos deu o exemplo “Então veio Jesus da Galiléia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele. Mas João o impedia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? Jesus, porém, lhe respondeu: Consente agora; porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele consentiu. Batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele; e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3. 13-17). Jesus aqui pediu para ser batizado não porque tinha pecado, porque nunca pecou. A frase “porque assim nos convém cumprir toda justiça” refere-se ao cumprimento da missão confiada a ele por Deus. Jesus viu o seu batismo como forma de promover o avanço da obra de Deus. Jesus foi batizado porque: 1. estava confessando o pecado em nome da nação, como Neemias, Esdras, Moisés e Daniel fizeram; 2. estava apoiando o que João pregava; 3. estava inaugurando seu ministério público; 4. estava se identificando com povo penitente de Deus, não com os fariseus, críticos que apenas assistiam. 3. Os crentes do início da igreja cristã nos deixaram o exemplo. “De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas;” (Atos 2. 41). Nesta passagem nós encontramos o exemplo da igreja primitiva na realização do batismo em águas, após o sermão de Pedro, quase três mil pessoas creram na mensagem e foram batizados em águas. Estes novos cristãos se uniram aos demais, foram ensinados pelos apóstolos e incluídos nas reuniões de oração e na comunhão com os santos. APLICANDO A VERDADE III. QUEM DEVE SER BATIZADO? 1. Os discípulos do Senhor. Discípulo que dizer aluno. Como alunos de Cristo, somos seguidores de suas pisadas. 2. Aquele que crer. “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Marcos 16. 16). Aqui nós entendemos que para ser batizado é preciso crer. Portanto, um recém-nascido não pode ser batizado, por ainda não saber falar, não tem consciência de pecado e não pode converter-se, não pode ser candidato ao batismo em águas. 3. Os arrependidos. “Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.” (Atos 2. 38). Se você deseja seguir a Cristo, deve arrepender-se e ser batizado. Arrepender-se significa afastar-se do pecado, mudar a direção de sua vida de egoísmo e rebelião contra as leis de Deus. Não somos batizados para ser salvos, mas somos salvos para ser batizados. IV. A IMPORTÂNCIA DO BATISMO Compreendemos pela Palavra de Deus que o batismo em águas não é um cerimonial facultativo. Opcional, mas sim uma doutrina ordenada pelo Senhor Jesus. Em suma o batismo é um ato de obediência e submissão ao Senhorio de Cristo e o testemunho público de nossa fé cristã. Em várias vezes, Jesus expressou a ordenança do batismo, pois ele é vital para que a pessoa assuma a responsabilidade de ser um discípulo. Em Mt. 28.19, Jesus refere-se ao dever de todas as nações serem ensinadas e serem batizadas. Em Mc. 16.16, também é mostrado o valor que Jesus dava ao batismo: “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”. Assim, por meio do batismo, o discípulo integra-se à igreja visível de Cristo.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O evangelista Mateus registra algo muito interessante a respeito da passagem de Jesus Cristo pela região de Seu nascimento, na cidade de Nazaré: “E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.” (Mateus 13.58). Apesar de reconhecerem de certa forma o poder de Jesus ali naquele lugar (Mt 13.54-55), não deram a devida honra a Jesus e nem creram verdadeiramente nele, antes, ficaram escandalizados com o ministério de Cristo, ridicularizando-o, a ponto de Jesus criticá-los: “E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra e na sua casa.” (Mateus 13.57) O ponto mais forte de todo esse episódio vivido por Jesus foi o fato de Ele não ter realizado muitas obras ali, segundo o evangelista, por causa da incredulidade daquelas pessoas. Isso me leva a pensar em algumas questões a respeito da fé e da ação de Deus na vida das pessoas: Deus precisa da fé das pessoas para fazer milagres? (1) Deus só realiza milagres onde existe fé? Não. O texto afirma que Jesus não fez “muitos” milagres ali. A graça comum de Deus – pela qual Ele derrama de Suas bênçãos sobre justos e injustos (Mt 5.45) – sempre será derramada sobre o homem em forma de milagres diários que Deus realiza nessa terra, independente de qualquer mérito ou ação do homem. Porém, Deus poderia ter feito muito mais milagres ali em Nazaré se encontrasse fé verdadeira na vida das pessoas. Outras cidades foram muito mais impactadas pelo poder de Jesus, pois tinham pessoas com fé verdadeira. Nesse caso, a região de Nazaré deixou de ganhar não crendo em Cristo. Teve grandes prejuízos, pois deu mais valor ao seu pecado que ao convite de Jesus Cristo. (2) Deus precisa da fé das pessoas para agir? Não. A falta de fé das pessoas não limita o poder de Deus. Ele pode realizar coisas na vida das pessoas tendo elas fé ou não. Porém, o padrão de ação de Deus visto na Bíblia, não é estimular as pessoas a verem para crer, mas crerem para ver. Ou seja, os milagres são instrumentos para direcionar e confirmar a fé que as pessoas têm em Cristo. Era muito comum Jesus dizer aos que curava: A sua fé te salvou (Mt 9.22). Ou seja, a fé já existia e foi fortalecida e confirmada. Era muito comum também Jesus não ser favorável a que fizessem publicidade de Seus feitos para que as pessoas não fossem até Ele apenas por interesse (Mt 8.4). (3) Podemos perder muitos milagres de Deus pela falta de fé? Sim. A falta de fé é mostrada nesse texto como um fator limitador da ação de Deus: “E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.”. Como já explicamos, isso não significa que ela limita o poder ou o plano de Deus, e sim que limita o propósito da ação de Deus na vida das pessoas, já que Deus não faz milagres apenas por fazer, mas sempre com propósitos maiores do que os que possamos imaginar. Certamente muitas pessoas deixam de viver milagres de Deus em suas vidas por causa de sua incredulidade. A cidade de Nazaré poderia ter vivido muito mais bênçãos de Deus se fosse receptiva a Jesus Cristo. Conclusão. Precisamos reavaliar a nossa fé. Talvez, pela falta dela, estejamos deixando de viver grandes coisas de Deus em nossas vidas. O meu desejo é que Jesus diga da minha e da sua vida: “E fiz ali muitos milagres, por causa da fé deles.”
A Idolatria “Não temais; vós tendes cometido todo este mal; porém não vos desvieis de seguir ao SENHOR, mas servi ao SENHOR com todo o vosso coração. E não vos desvieis; pois seguiríeis as vaidades, que nada aproveitam e tampouco vos livrarão, porque vaidades são.” 1Sm 12.20,21 A idolatria é um pecado que o povo de Deus, através da sua história no AT, cometia repetidamente. O primeiro caso registrado ocorreu na família de Jacó (Israel). Pouco antes de chegar a Betel, Jacó ordenou a remoção de imagens de deuses estranhos (Gn 35.1-4). O primeiro caso registrado na Bíblia em que Israel, de modo global, envolveu-se com idolatria foi na adoração do bezerro de ouro, enquanto Moisés estava no monte Sinai (Êx 32.1-6). Durante o período dos juízes, o povo de Deus freqüentemente se voltava para os ídolos. Embora não haja evidência de idolatria nos tempos de Saul ou de Davi, o final do reinado de Salomão foi marcado por freqüente idolatria em Israel (1Rs 11.1-10). Na história do reino dividido, todos os reis do Reino do Norte (Israel) foram idólatras, bem como muitos dos reis do Reino do Sul (Judá). Somente depois do exílio, é que cessou o culto idólatra entre os judeus. O FASCÍNIO DA IDOLATRIA. Por que a idolatria era tão fascinante aos israelitas? Há vários fatores implícitos. 1) As nações pagãs que circundavam Israel criam que a adoração a vários deuses era superior à adoração a um único Deus. Noutras palavras: quanto mais deuses, melhor. O povo de Deus sofria influência dessas nações e constantemente as imitava, ao invés de obedecer ao mandamento de Deus, no sentido de se manter santo e separado delas. 2) Os deuses pagãos das nações vizinhas de Israel não requeriam o tipo de obediência que o Deus de Israel requeria. Por exemplo, muitas das religiões pagãs incluíam imoralidade sexual religiosa no seu culto, tendo para isso prostitutas cultuais. Essa prática, sem dúvida, atraía muitos em Israel. Deus, por sua vez, requeria que o seu povo obedecesse aos altos padrões morais da sua lei, sem o que, não haveria comunhão com Ele. 3) Por causa do elemento demoníaco da idolatria (ver a próxima seção), ela, às vezes, oferecia, em bases limitadas, benefícios materiais e físicos temporários. Os deuses da fertilidade prometiam o nascimento de filhos; os deuses do tempo (sol, lua, chuva etc.) prometiam as condições apropriadas para colheitas abundantes e os deuses da guerra prometiam proteção dos inimigos e vitória nas batalhas. A promessa de tais benefícios fascinava os israelitas; daí, muitos se dispunham a servir aos ídolos. A NATUREZA REAL DA IDOLATRIA. Não se pode compreender a atração que exercia a idolatria sobre o povo, a menos que compreendamos sua verdadeira natureza. 1) A Bíblia deixa claro que o ídolo em si, nada é (Jr 2.11; 16.20). O ídolo é meramente um pedaço de madeira ou de pedra, esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo. Samuel chama os ídolos de “vaidades” (12.21), e Paulo declara expressamente: “sabemos que o ídolo nada é no mundo” (1Co 8.4; cf. 10.19,20). Por essa razão, os salmistas (e.g., Sl 115.4-8; 135.15-18) e os profetas (e.g. 1Rs 18.27; Is 44.9-20; 46.1-7; Jr 10.3-5) freqüentemente zombavam dos ídolos. 2) Por trás de toda idolatria, há demônios, que são seres sobrenaturais controlados pelo diabo. Tanto Moisés (ver Dt 32.17 nota) quanto o salmista (Sl 106.36,37) associam os falsos deuses com demônios. Note, também, o que Paulo diz na sua primeira carta aos coríntios a respeito de comer carne sacrificada aos ídolos: “as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus” (1Co 10.20). Noutras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios, os quais têm muito poder sobre o mundo e os que são deles. O cristão sabe com certeza que o poder de Jesus Cristo é maior do que o dos demônios. Satanás, como “o deus deste século” (2Co 4.4), exerce vasto poder nesta presente era iníqua (ver 1Jo 5.19 nota; cf. Lc 13.16; Gl 1.4; Ef 6.12; Hb 2.14). Ele tem poder para produzir falsos milagres, sinais e maravilhas de mentira (2Ts 2.9; Ap 13.2-8,13; 16.13-14; 19.20) e de proporcionar às pessoas benefícios físicos e materiais. Sem dúvida, esse poder contribui, às vezes, para a prosperidade dos ímpios (cf. Sl 10.2-6; 37.16, 35; 49.6; 73.3-12). 3) A correlação entre a idolatria e os demônios vê-se mais claramente quando percebemos a estreita vinculação entre as práticas religiosas pagãs e o espiritismo, a magia negra, a leitura da sorte, a feitiçaria, a bruxaria, a necromancia e coisas semelhantes (cf. 2Rs 21.3-6; Is 8.19; ver Dt 18.9-11 notas; Ap 9.21 nota). Segundo as Escrituras, todas essas práticas ocultistas envolvem submissão e culto aos demônios. Quando, por exemplo, Saul pediu à feiticeira de Endor que fizesse subir Samuel dentre os mortos, o que ela viu ali foi um espírito subindo da terra, representando Samuel (28.8-14), i.e., ela viu um demônio subindo do inferno. 4) O Novo Testamento declara que a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3.5). A conexão é óbvia: pois os demônios são capazes de proporcionar benefícios materiais. Uma pessoa insatisfeita com aquilo que tem e que sempre cobiça mais, não hesitará em obedecer aos princípios e vontade desses seres sobrenaturais que conseguem para tais pessoas aquilo que desejam. Embora tais pessoas talvez não adorem ídolos de madeira e de pedra, entretanto adoram os demônios que estão por trás da cobiça e dos desejos maus; logo, tais pessoas são idólatras. Dessa maneira, a declaração de Jesus: “Não podeis servir a Deus e a Mamom [as riquezas]” (Mt 6.24), é basicamente a mesma que a admoestação de Paulo: “Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios” (1Co 10.21). DEUS NÃO TOLERARÁ NENHUMA FORMA DE IDOLATRIA. 1) Ele advertia freqüentemente contra ela no Antigo Testamento. (a) Nos dez mandamentos, os dois primeiros mandamentos são contrários diretamente à adoração a qualquer deus que não seja o Senhor Deus de Israel (ver Êx 20.3,4 notas). (b) Esta ordem foi repetida por Deus noutras ocasiões (e.g., Êx 23.13, 24; 34.14-17; Dt 4.23,24; 6.14; Js 23.7; Jz 6.10; 2Rs 17.35,37,38). (c) Vinculada à proibição de servir outros deuses, havia a ordem de destruir todos os ídolos e quebrar as imagens de nações pagãs na terra de Canaã (Êx 23.24; 34.13; Dt 7.4,5; 12.2,3). 2) A história dos israelitas foi, em grande parte, a história da idolatria. Deus muito se irou com o seu povo por não destruir todos os ídolos na Terra Prometida. Ao contrário, passou a adorar os falsos deuses. Daí, Deus castigar os israelitas, permitindo que seus inimigos tivessem domínio sobre eles. (a) O livro de Juízes apresenta um ciclo constantemente repetido, em que os israelitas começavam a adorar deuses-ídolos das nações que eles deixaram de conquistar. Deus permitia que os inimigos os dominassem; o povo clamava ao Senhor; o Senhor atendia o povo e enviava um juiz para libertá-lo. (b) A idolatria no Reino do Norte continuou sem dificuldade por quase dois séculos. Finalmente, a paciência de Deus esgotou-se e Ele permitiu que os assírios destruíssem a capital de Israel e removeu dali as dez tribos (2Rs 17.6-18). (c) O Reino do Sul (Judá) teve vários reis que foram tementes a Deus, como Ezequias e Josias, mas por causa dos reis ímpios como Manassés, a idolatria se arraigou na nação de Judá (2Rs 21.1-11). Como resultado, Deus disse, através dos profetas, que Ele deixaria Jerusalém ser destruída (2Rs 21.10-16). A despeito dessas advertências, a idolatria continuou (e.g., Is 48.4,5; Jr 2.4-30; 16.18-21; Ez 8), e, finalmente, Deus cumpriu a sua palavra profética por meio do rei Nabucodonosor de Babilônia, que capturou Jerusalém, incendiou o templo e saqueou a cidade (2Rs 25). 3) O Novo Testamento também adverte todos os crentes contra a idolatria. (a) A idolatria manifesta-se de várias formas hoje em dia. Aparece abertamente nas falsas religiões mundiais, bem como na feitiçaria, no satanismo e noutras formas de ocultismo. A idolatria está presente sempre que as pessoas dão lugar à cobiça e ao materialismo, ao invés de confiarem em Deus somente. Finalmente, ela ocorre dentro da igreja, quando seus membros acreditam que, a um só tempo, poderão servir a Deus, desfrutar da experiência da salvação e as bênçãos divinas, e também participar das práticas imorais e ímpias do mundo. (b) Daí, o Novo Testamento nos admoestar a não sermos cobiçosos, avarentos, nem imorais (Cl 3.5; cf. Mt 6.19-24; Rm 7.7; Hb 13.5,6) e, sim, a fugirmos de todas as formas de idolatria (1Co 10.14; 1Jo 5.21). Deus reforça suas advertências com a declaração de que aqueles que praticam qualquer forma de idolatria não herdarão o seu reino (1Co 6.9,10; Gl 5.20,21; Ap 22.15).