Pergunta: "Como deve um cristão lidar com a política?"
Resposta: Se existe alguma coisa que vai desencadear um debate espontâneo, ou talvez uma verdadeira briga, é uma discussão que envolve política – até mesmo entre os cristãos. Como seguidores de Cristo, quais devem ser a nossa atitude e envolvimento com a política? Tem sido dito que "religião e política não se misturam" – será que isso é realmente verdade? Podemos ter opiniões políticas fora das considerações da nossa fé cristã? A resposta é não, não podemos. A Bíblia nos dá duas verdades sobre a nossa postura em relação à política e governo.
A primeira verdade é que a vontade de Deus permeia e suplanta todos os aspectos da vida. A vontade de Deus é o que tem precedência sobre tudo e todos (Mateus 6:33). Os planos e propósitos de Deus são fixos, e a Sua vontade é inviolável. Ele realizará a Sua vontade, a qual nenhum governo pode contrariar (Daniel 4:34-35). Na verdade, é Deus quem "remove reis e estabelece reis" (Daniel 2:21) porque o "Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens; e o dá a quem quer" (Daniel 4:17). Um entendimento claro desta verdade vai nos ajudar a ver que a política é apenas um método que Deus usa para realizar a Sua vontade. Apesar de homens maus abusarem do seu poder político por terem uma intenção perversa, Deus o usa para o bem, trabalhando "para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Romanos 8:28).
Segundo, devemos compreender o fato de que o nosso governo não pode nos salvar! Só Deus pode. Nunca lemos no Novo Testamento sobre Jesus ou qualquer um dos apóstolos gastando qualquer tempo ou energia em ensinar os crentes a reformar o mundo pagão de suas práticas idólatras, imorais e corruptas através do governo. Os apóstolos nunca convidaram os crentes a demonstrar desobediência civil e protestar contra as leis injustas ou esquemas brutais do Império Romano. Em vez disso, os apóstolos ordenaram os cristãos do primeiro século, assim como nós hoje, a proclamar o evangelho e viver vidas que dão evidência clara do poder transformador do Evangelho.
Não há dúvida de que a nossa responsabilidade ao governo é obedecer às leis e ser bons cidadãos (Romanos 13:1-2). Deus estabeleceu toda a autoridade e Ele faz isso para o nosso benefício, "para louvor dos que praticam o bem" (1 Pedro 2:13-15). Paulo nos diz em Romanos 13:1-8 que é responsabilidade do governo exercer autoridade sobre nós - espero que para o nosso bem - coletar impostos e manter a paz. Onde temos uma voz e podemos eleger nossos líderes, devemos exercer esse direito através do voto para aqueles cujos pontos de vista mais se parecem com os nossos.
Um dos mais grandiosos enganos de Satanás é que podemos descansar a nossa esperança por moralidade cultural e vida piedosa em políticos e funcionários governamentais. A esperança por mudança de uma nação não se encontra nos líderes de qualquer país dominante. A igreja tem feito um erro se pensa que é o dever dos políticos defender, avançar e proteger as verdades bíblicas e valores cristãos.
O propósito original da igreja, dado por Deus, não se encontra em ativismo político. Em nenhum lugar na Bíblia temos o comando de gastar nossa energia, nosso tempo ou nosso dinheiro em assuntos governamentais. A nossa missão não reside na mudança da nação através de uma reforma política, mas na mudança de coração através da Palavra de Deus. Quando os crentes acham que o crescimento e a influência de Cristo podem de alguma forma se aliar com a política do governo, eles corrompem a missão da igreja. O nosso mandato cristão é espalhar o evangelho de Cristo e pregar contra os pecados do nosso tempo. Só à medida que os corações dos indivíduos em uma cultura são alterados por Cristo é que a cultura começa a refletir essa mudança.
Os crentes de todas as épocas têm vivido, e até florescido, sob governos antagônicos, repressivos e pagãos. Isso era especialmente verdadeiro sobre os crentes do primeiro século que, sob regimes políticos impiedosos, sustentaram a sua fé sob imenso estresse cultural. Entendiam que eles, e não os governos, eram a luz do mundo e sal da terra. Aderiram ao ensinamento de Paulo de obedecer aos seus governantes, até mesmo honrar, respeitar e orar por eles (Romanos 13:1-8). Mais importante, entenderam que, como crentes, a sua esperança residia na proteção que apenas Deus fornece. O mesmo vale para nós hoje. Quando seguimos os ensinamentos das Escrituras, nós nos tornamos a luz do mundo, como Deus planejou que fôssemos (Mateus 5:16).
As entidades políticas não são o salvador do mundo. A salvação de toda a humanidade tem sido manifestada em Jesus Cristo. Deus sabia que o nosso mundo precisava de salvação muitos antes de qualquer governo nacional ter sido fundado. Ele mostrou ao mundo que a redenção não poderia ser realizada através do poder do homem, sua força econômica, sua força militar ou a sua política. A paz de espírito, contentamento, esperança e alegria - e a salvação da humanidade - são realizados somente através da Sua obra de fé, amor e graça.
¨ Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito, para aquele que Nele crê não pereça mas tenha vida eterna¨.
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domingo, 5 de outubro de 2014
Pergunta: "Como deve um cristão lidar com a política?"
Resposta: Se existe alguma coisa que vai desencadear um debate espontâneo, ou talvez uma verdadeira briga, é uma discussão que envolve política – até mesmo entre os cristãos. Como seguidores de Cristo, quais devem ser a nossa atitude e envolvimento com a política? Tem sido dito que "religião e política não se misturam" – será que isso é realmente verdade? Podemos ter opiniões políticas fora das considerações da nossa fé cristã? A resposta é não, não podemos. A Bíblia nos dá duas verdades sobre a nossa postura em relação à política e governo.
A primeira verdade é que a vontade de Deus permeia e suplanta todos os aspectos da vida. A vontade de Deus é o que tem precedência sobre tudo e todos (Mateus 6:33). Os planos e propósitos de Deus são fixos, e a Sua vontade é inviolável. Ele realizará a Sua vontade, a qual nenhum governo pode contrariar (Daniel 4:34-35). Na verdade, é Deus quem "remove reis e estabelece reis" (Daniel 2:21) porque o "Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens; e o dá a quem quer" (Daniel 4:17). Um entendimento claro desta verdade vai nos ajudar a ver que a política é apenas um método que Deus usa para realizar a Sua vontade. Apesar de homens maus abusarem do seu poder político por terem uma intenção perversa, Deus o usa para o bem, trabalhando "para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Romanos 8:28).
Segundo, devemos compreender o fato de que o nosso governo não pode nos salvar! Só Deus pode. Nunca lemos no Novo Testamento sobre Jesus ou qualquer um dos apóstolos gastando qualquer tempo ou energia em ensinar os crentes a reformar o mundo pagão de suas práticas idólatras, imorais e corruptas através do governo. Os apóstolos nunca convidaram os crentes a demonstrar desobediência civil e protestar contra as leis injustas ou esquemas brutais do Império Romano. Em vez disso, os apóstolos ordenaram os cristãos do primeiro século, assim como nós hoje, a proclamar o evangelho e viver vidas que dão evidência clara do poder transformador do Evangelho.
Não há dúvida de que a nossa responsabilidade ao governo é obedecer às leis e ser bons cidadãos (Romanos 13:1-2). Deus estabeleceu toda a autoridade e Ele faz isso para o nosso benefício, "para louvor dos que praticam o bem" (1 Pedro 2:13-15). Paulo nos diz em Romanos 13:1-8 que é responsabilidade do governo exercer autoridade sobre nós - espero que para o nosso bem - coletar impostos e manter a paz. Onde temos uma voz e podemos eleger nossos líderes, devemos exercer esse direito através do voto para aqueles cujos pontos de vista mais se parecem com os nossos.
Um dos mais grandiosos enganos de Satanás é que podemos descansar a nossa esperança por moralidade cultural e vida piedosa em políticos e funcionários governamentais. A esperança por mudança de uma nação não se encontra nos líderes de qualquer país dominante. A igreja tem feito um erro se pensa que é o dever dos políticos defender, avançar e proteger as verdades bíblicas e valores cristãos.
O propósito original da igreja, dado por Deus, não se encontra em ativismo político. Em nenhum lugar na Bíblia temos o comando de gastar nossa energia, nosso tempo ou nosso dinheiro em assuntos governamentais. A nossa missão não reside na mudança da nação através de uma reforma política, mas na mudança de coração através da Palavra de Deus. Quando os crentes acham que o crescimento e a influência de Cristo podem de alguma forma se aliar com a política do governo, eles corrompem a missão da igreja. O nosso mandato cristão é espalhar o evangelho de Cristo e pregar contra os pecados do nosso tempo. Só à medida que os corações dos indivíduos em uma cultura são alterados por Cristo é que a cultura começa a refletir essa mudança.
Os crentes de todas as épocas têm vivido, e até florescido, sob governos antagônicos, repressivos e pagãos. Isso era especialmente verdadeiro sobre os crentes do primeiro século que, sob regimes políticos impiedosos, sustentaram a sua fé sob imenso estresse cultural. Entendiam que eles, e não os governos, eram a luz do mundo e sal da terra. Aderiram ao ensinamento de Paulo de obedecer aos seus governantes, até mesmo honrar, respeitar e orar por eles (Romanos 13:1-8). Mais importante, entenderam que, como crentes, a sua esperança residia na proteção que apenas Deus fornece. O mesmo vale para nós hoje. Quando seguimos os ensinamentos das Escrituras, nós nos tornamos a luz do mundo, como Deus planejou que fôssemos (Mateus 5:16).
As entidades políticas não são o salvador do mundo. A salvação de toda a humanidade tem sido manifestada em Jesus Cristo. Deus sabia que o nosso mundo precisava de salvação muitos antes de qualquer governo nacional ter sido fundado. Ele mostrou ao mundo que a redenção não poderia ser realizada através do poder do homem, sua força econômica, sua força militar ou a sua política. A paz de espírito, contentamento, esperança e alegria - e a salvação da humanidade - são realizados somente através da Sua obra de fé, amor e graça.
sábado, 4 de outubro de 2014
Alguma vez você já se sentiu como se tivesse perdido o caminho? Estava indo muito bem, mas de repente, não sabia que direção seguir? De vez em quando enfrentamos circunstâncias em que o nosso senso de direção espiritual parece confuso. Mas, felizmente Hebreus 12:1-3 nós fornece uma direção clara para seguir adiante depois de haver dado passos em falso.
Em primeiro lugar, “nos livrar de todo peso”, em outras palavras, é preciso remover qualquer coisa de nossa vida cujo peso nos impede de seguir como: culpa, medo, vergonha, remorso.
Em segundo lugar, também nos livra “do pecado que tenazmente nos assedia”. Já se sentiu completamente impotente por causa do pecado? Quando não vigiamos, o pecado cresce como uma planta silvestre. O pecado pode começar pequeno como algo insignificante, mas que pode destruir se não for arrancado desde a sua raiz quando começa a crescer.
Terceiro, “corramos com perseverança a carreira que nos foi proposta”. Isso significa que devemos manter o foco, e se tropeçamos em alguma coisa ou caímos, devemos levantar novamente e seguir em frente com a determinação de um atleta olímpico.
Vamos para frente com os olhos postos no objetivo, apesar dos obstáculos e das distrações. Mas quando nos sentimos perdidos, podemos ter certeza de que Deus tem a direção correta para nossa vida, Ele sabe onde estivemos, onde estamos e para onde vamos. Um caminho foi colocado diante de nós, e o Senhor Jesus nos acompanha até a linha de chegada.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes de vida.” Provérbios 4.23
Gosto desse versículo, alias, gosto de falar das coisas que dizem respeito ao coração.
A Bíblia refere-se ao coração de forma muito clara, mostra-o como o âmago do nosso ser.
Nossos atos vêm sempre do coração, é o que determina as atitudes e o comportamento. Sim, e é do nosso coração que procedem fontes do bem e do mal. Confira:“O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração.” Lucas 6.45
O coração humano é o órgão que necessita de cuidados especiais. Ele é o responsável pelo percurso do sangue bombeado através de todo o organismo.
Deus atribui grande valor ao nosso coração, tanto que nos instrui a GUARDA-LO! Ele orienta que acima de todas as coisas que se devem guardar, devemos guardar o nosso coração.E, só guardamos aquilo que é valioso, não é mesmo?
O significado de GUARDAR é defender; olhar; velar por; acautelar; conservar; reservar; observar; livrar; evitar a. Assim, guardar o coração é mantê-lo sob constante cuidado e observação!
O coração é enganoso, traiçoeiro e frágil, precisamos manter constantemente a nossa atenção voltada para ele.
“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?”
Jeremias 17: 9
Guardar o coração de que? De um mundo que tem perdido seus fundamentos, que jaz o maligno! Guardar o coração da maldade, do ressentimento, avareza, mágoa, tristeza, depressão, ilusão, ira, inveja, impureza, da fofoca, da idolatria, do engano, da soberba, da ganância, da ofensa, das palavras torpes, da imoralidade.
Ah…eu poderia citar uma infinidade de coisas das quais devemos proteger os nossos corações, e resumindo… Devemos guardar o coração de tudo aquilo que desagrada ao coração de DEUS!
A Bíblia diz que nosso coração é cego (2co4.4), duro (Ez11.19;36.26), morto (Ef2:1,5) e incapaz de submeter-se à Lei de Deus (Rm8:7,8). Somos por natureza tendenciosos para o mal; porém, quando aceitamos a Jesus como nosso único Senhor e Salvador, ELE faz um transplante em nossas vidas. Exatamente! Ele nos dá um novo coração. Senão vejamos:
“Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.” — Ezequiel 36:26.
Nesse quadrante, quando o coração foi purificado, é dever nosso, como cristãos guardá-lo sem mancha.
Noé manteve seu coração guardado no altar de Deus porque ELE andava com DEUS. Ele conhecia a Deus na intimidade, Ele ouvia constantemente a voz de DEUS e obedecia, pois seu coração estava bem guardado.
Andar com Deus é muito mais que simplesmente freqüentar uma igreja, prestar culto,fazer boas ações, cantarolar louvores. Da mesma forma que ter um violão em casa não faz de você um violonista, ir à igreja não faz de você um cristão.
Sabe…fico triste ao ver que tem muitos cristãos abrindo o coração para as coisas passageiras desse mundo, e assim, pisando em territórios onde DEUS NÃO ESTÁ PRESENTE! Pensam que se “desviar” um pouco dos passos de JESUS não fará mal. É nesse engano que mora o perigo! A misericórdia de Deus se estende para sempre aos que O TEMEM e não para os que BUSCAM uma oportunidade e uma justificativa para pecar!
Só é possível manter o coração em total proteção, guardado das contaminações desse mundo e de nossa própria natureza pecaminosa andando dia a dia com Deus, abrindo nosso coração a Jesus e observando o nosso caminho segundo a Palavra de Deus.
Aqueles que guardam seu coração verão a Glória do Coração de Deus!
Para estar com o coração seguro é necessário fazer do Esconderijo do Altíssimo a nossa morada! Não existe lugar seguro fora da presença de Deus!
Não busque orientação em seus sentimentos e sim nas verdades da Escrituras, só assim, somos capacitados a manter o nosso coração bem guardado. A guarda diligente do coração é essencial para o nosso crescimento na graça de nosso Senhor Jesus.
Proverbios 4
20 Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido.
21 Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no íntimo do teu coração.
22 Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo.
23 Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.
Nesse processo de guardar o coração precisamos ser insistentes na oração, incansáveis nas súplicas e persistentes na tribulação. Isso será paz e alegria para a nossa vida!
“…Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para que os pecados sejam perdoados, e vocês receberão de Deus o Espírito Santo”(Atos 2. 38).
Introdução
O batismo em águas é um ato de obediência e submissão ao Senhorio de Cristo e um testemunho público de nossa fé cristã. O batismo é um assunto de extrema importância para a igreja e especialmente para os novos convertidos. Neste estudo você irá reconhecer a importância do batismo em águas para a comunhão da igreja, a simbologia do batismo em águas, conforme exposição do Novo Testamento e compreender pela Palavra de Deus que o batismo em águas não é um cerimonial facultativo, opcional, mas sim uma doutrina ordenada pelo Senhor Jesus.
DESCOBRINDO A VERDADE
I. O QUE É O BATISMO EM ÁGUAS?
A palavra vem do grego e significa “mergulho”, “submersão”. O batismo é a primeira ordenança de Jesus; é através dele que o novo convertido passa a fazer parte de uma igreja local. O batismo significa morrer para o pecado e ressuscitar para uma nova vida em Cristo, disposição de viver de acordo com a vontade de Deus e identificação com o povo da aliança de Deus.
1. O batismo é símbolo da morte do crente para o mundo de pecado.
\”Pois sabemos que o nosso antigo ego foi crucificado com Ele, afim de que o corpo do pecado pudesse ser aniquilado para que não mais fôssemos escravos do pecado — porque qualquer pessoa que morreu já foi liberta do pecado \” (Rm 6:6.7).
O poder do pecado sobre nós foi destruído na cruz, nosso “velho homem”, morreu definitivamente, portanto estamos livres de sua tendência iníqua. A partir do momento em que entregamos nossas vidas nas mãos de Cristo, aceitando a Ele como nosso salvador temos nossas vidas transformadas pelo poder do evangelho. O “corpo do pecado” é nossa natureza, herdada de Adão, que ama o pecado. Embora muitas vezes cooperemos voluntariamente com essa natureza, não somos nós, mas o pecado é que é mau. Mas esse poder que operava em nossa vida foi derrotado. A diferença é que antes de sermos salvos, éramos escravos de nossa natureza pecaminosa. Mas desde que escolhemos viver para Cristo somos livres (ver Gálatas 2.20).
2. O batismo identifica o crente com Cristo: em sua morte, sepultamento e ressurreição.
\’Ou vocês não sabem que todos nós, os que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados em Sua morte? Fomos, portanto, sepultados com Ele através do batismo na morte\’\’ (Rm 6:3.4).
O batismo é o símbolo do sepultamento e ressurreição com Cristo; mas é mais do que isso. Quando acompanhado de fé verdadeira, o batismo tem haver com a nossa rejeição do pecado e dedicação a Cristo, o que resulta num fluxo contínuo de graça e de vida divina sobre nós. O batismo significa identificação com Cristo na sua morte e sepultamento, a fim de vivermos mediante a sua vida ressurreta. Tão certamente como Cristo ressuscitou dentre os mortos, nós, que temos a verdadeira fé salvífica nEle, andaremos em novidade de vida.’
COMPREENDENDO A VERDADE
II. QUAL A NESSECIDADE DO BATISMO?
1. O batismo é uma ordenança de Nosso Senhor Jesus Cristo.
\”Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28. 19).
Aqui descobrimos que o batismo é um mandamento do Senhor Jesus, o batismo é uma etapa importante na vida daqueles que entregam suas vidas a Jesus. Porem sem fé, o batismo não garante que a pessoa irá para o céu. Aqueles que se recusam a aceitar Jesus como seu salvador serão condenados tenham sido batizados ou não. Todo crente fiel terá prazer em cumprir esse mandamento.
2. Cristo nos deu o exemplo
“Então veio Jesus da Galiléia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele. Mas João o impedia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? Jesus, porém, lhe respondeu: Consente agora; porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele consentiu. Batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele; e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3. 13-17).
Jesus aqui pediu para ser batizado não porque tinha pecado, porque nunca pecou. A frase “porque assim nos convém cumprir toda justiça” refere-se ao cumprimento da missão confiada a ele por Deus. Jesus viu o seu batismo como forma de promover o avanço da obra de Deus. Jesus foi batizado porque:
1. estava confessando o pecado em nome da nação, como Neemias, Esdras, Moisés e Daniel fizeram;
2. estava apoiando o que João pregava;
3. estava inaugurando seu ministério público;
4. estava se identificando com povo penitente de Deus, não com os fariseus, críticos que apenas assistiam.
3. Os crentes do início da igreja cristã nos deixaram o exemplo.
“De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas;” (Atos 2. 41).
Nesta passagem nós encontramos o exemplo da igreja primitiva na realização do batismo em águas, após o sermão de Pedro, quase três mil pessoas creram na mensagem e foram batizados em águas. Estes novos cristãos se uniram aos demais, foram ensinados pelos apóstolos e incluídos nas reuniões de oração e na comunhão com os santos.
APLICANDO A VERDADE
III. QUEM DEVE SER BATIZADO?
1. Os discípulos do Senhor.
Discípulo que dizer aluno. Como alunos de Cristo, somos seguidores de suas pisadas.
2. Aquele que crer.
“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Marcos 16. 16).
Aqui nós entendemos que para ser batizado é preciso crer. Portanto, um recém-nascido não pode ser batizado, por ainda não saber falar, não tem consciência de pecado e não pode converter-se, não pode ser candidato ao batismo em águas.
3. Os arrependidos.
“Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.” (Atos 2. 38).
Se você deseja seguir a Cristo, deve arrepender-se e ser batizado. Arrepender-se significa afastar-se do pecado, mudar a direção de sua vida de egoísmo e rebelião contra as leis de Deus. Não somos batizados para ser salvos, mas somos salvos para ser batizados.
IV. A IMPORTÂNCIA DO BATISMO
Compreendemos pela Palavra de Deus que o batismo em águas não é um cerimonial facultativo. Opcional, mas sim uma doutrina ordenada pelo Senhor Jesus. Em suma o batismo é um ato de obediência e submissão ao Senhorio de Cristo e o testemunho público de nossa fé cristã. Em várias vezes, Jesus expressou a ordenança do batismo, pois ele é vital para que a pessoa assuma a responsabilidade de ser um discípulo. Em Mt. 28.19, Jesus refere-se ao dever de todas as nações serem ensinadas e serem batizadas. Em Mc. 16.16, também é mostrado o valor que Jesus dava ao batismo: “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”. Assim, por meio do batismo, o discípulo integra-se à igreja visível de Cristo.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
O evangelista Mateus registra algo muito interessante a respeito da passagem de Jesus Cristo pela região de Seu nascimento, na cidade de Nazaré: “E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.” (Mateus 13.58).
Apesar de reconhecerem de certa forma o poder de Jesus ali naquele lugar (Mt 13.54-55), não deram a devida honra a Jesus e nem creram verdadeiramente nele, antes, ficaram escandalizados com o ministério de Cristo, ridicularizando-o, a ponto de Jesus criticá-los: “E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra e na sua casa.” (Mateus 13.57)
O ponto mais forte de todo esse episódio vivido por Jesus foi o fato de Ele não ter realizado muitas obras ali, segundo o evangelista, por causa da incredulidade daquelas pessoas. Isso me leva a pensar em algumas questões a respeito da fé e da ação de Deus na vida das pessoas:
Deus precisa da fé das pessoas para fazer milagres?
(1) Deus só realiza milagres onde existe fé? Não. O texto afirma que Jesus não fez “muitos” milagres ali. A graça comum de Deus – pela qual Ele derrama de Suas bênçãos sobre justos e injustos (Mt 5.45) – sempre será derramada sobre o homem em forma de milagres diários que Deus realiza nessa terra, independente de qualquer mérito ou ação do homem. Porém, Deus poderia ter feito muito mais milagres ali em Nazaré se encontrasse fé verdadeira na vida das pessoas. Outras cidades foram muito mais impactadas pelo poder de Jesus, pois tinham pessoas com fé verdadeira. Nesse caso, a região de Nazaré deixou de ganhar não crendo em Cristo. Teve grandes prejuízos, pois deu mais valor ao seu pecado que ao convite de Jesus Cristo.
(2) Deus precisa da fé das pessoas para agir? Não. A falta de fé das pessoas não limita o poder de Deus. Ele pode realizar coisas na vida das pessoas tendo elas fé ou não. Porém, o padrão de ação de Deus visto na Bíblia, não é estimular as pessoas a verem para crer, mas crerem para ver. Ou seja, os milagres são instrumentos para direcionar e confirmar a fé que as pessoas têm em Cristo. Era muito comum Jesus dizer aos que curava: A sua fé te salvou (Mt 9.22). Ou seja, a fé já existia e foi fortalecida e confirmada. Era muito comum também Jesus não ser favorável a que fizessem publicidade de Seus feitos para que as pessoas não fossem até Ele apenas por interesse (Mt 8.4).
(3) Podemos perder muitos milagres de Deus pela falta de fé? Sim. A falta de fé é mostrada nesse texto como um fator limitador da ação de Deus: “E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.”. Como já explicamos, isso não significa que ela limita o poder ou o plano de Deus, e sim que limita o propósito da ação de Deus na vida das pessoas, já que Deus não faz milagres apenas por fazer, mas sempre com propósitos maiores do que os que possamos imaginar. Certamente muitas pessoas deixam de viver milagres de Deus em suas vidas por causa de sua incredulidade. A cidade de Nazaré poderia ter vivido muito mais bênçãos de Deus se fosse receptiva a Jesus Cristo.
Conclusão. Precisamos reavaliar a nossa fé. Talvez, pela falta dela, estejamos deixando de viver grandes coisas de Deus em nossas vidas. O meu desejo é que Jesus diga da minha e da sua vida: “E fiz ali muitos milagres, por causa da fé deles.”
domingo, 28 de setembro de 2014
Leitura Bíblica: Jó 1.1-12
"Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida (Ap 2.20c).
Jó era um homem fiel, que agradava a Deus com suas atitudes. Além disso era muito rico, porém humilde. Deus confiava no caráter de Jó. A sua integridade moral era única.
Tudo ia muito bem na vida de Jó, até que a história ganha um novo rumo e sua situação se transforma drasticamente. Um dia que parecia ser semelhante aos outros transforma-se numa série de tragédias (Jó 1.13-22). O que você faria se perdesse tudo? Certamente o choro, as reclamações e a revolta seriam inevitáveis. Mas sabe o que Jó fez? Prostrou-se e adorou a Deus, apesar de tudo. Na realidade, ele não sabia o que estava acontecendo e é provável que tenha ficado confuso em meio à dor de ver o seu mundo desabando. Mas perder todos os seus bens e parte de sua família não significava que ele também tinha perdido a fé em Deus. Ele conhecia profundamente o seu Criador e sua grandeza.
A angústia era tanta que Jó amaldiçoou o dia do seu nascimento (Jó 3.1), ou seja, preferia não ter vindo ao mundo para viver uma situação como aquela. Em geral, as pessoas estão dispostas a receber somente aquilo que é bom aos seus olhos, não querem que coisas más aconteçam com elas. Porém, Deus não permite que sejamos tentados além do que podemos suportar (1Co 10.13). Quando somos fracos, ele se mostra forte. Os problemas e as aflições fazem parte do plano divino para que a nossa fé e a nossa confiança em Deus cresça!
Analisando todo o contexto trágico da vida de Jó, podemos concluir que ele tinha tudo para abandonar a fé e "cair fora". Aos olhos humanos todo aquele sofrimento era injusto. Contudo, ele permaneceu fiel e tinha a esperança de um final feliz (Jó 19.25). Mesmo em meio às dúvidas, ele esperou com paciência e não desistiu. E depois de um longo período de silêncio, Deus se manifestou e mudou sua vida. Jó passou a conhecer Deus ainda melhor. Além disso, o Senhor deu a Jó o dobro de seus bens e também outros filhos. - JSD
Se eu me encontrasse com Deus hoje, o que ele diria a meu respeito?
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